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International Office

 

Um panorama sobre globalização e educação

 

Por diversas décadas, acreditamos que as pessoas que percebiam o mundo como um mapa plano não eram esclarecidas e/ou educadas.

No entanto, o livro do ganhador de Prêmio Nobel, Thomas Friedman, intitulado “The world is flat “ (O mundo é plano, 2005) esclareceu que se o mundo não é exatamente plano; é, porém, profundamente interconectado. Friedman observa como o avanço de tecnologia e a queda das barreiras de comércio contribuíram para a integração dos mercados e nações   capacitando indivíduos e companhias ao redor do mundo a se interligarem de maneira rápida e mais econômica, como nunca ocorreu na história da humanidade dos últimos 60 anos. Temos presenciado a evidência de interconectividade de nossas vidas no dia-a-dia, seja através da alimentação, utilização de produtos internacionalmente   disponíveis e contatos com pessoas da “Global Village”, através da Internet.

Vale ressaltar que a economia liberal da China iniciada na década de 1980, o desenvolvimento econômico da Coréia do Sul em 1987, a dissolução da União Soviética em 1991 e o desenvolvimento de tratados de livre comércio no início da década de 1990 introduziram 3 bilhões de pessoas aos mercados da economia global.  No final da década de 1990, a preparação do mundo para o “Bug” do Milênio “Millenium Bug” desencadeou mudanças de paradigmas de consumo global, assim como todo este processo foi acelerado pela adesão da China (em 2001) à Organização Internacional do Trabalho (World Trade Organization) e pela implantação de economia liberal da Índia em 2003.

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Os resultados têm sido colossais e o alcance da globalização tem sido imensurável nos segmentos políticos, econômicos, comerciais, educacionais e sociais.

Apesar dos padrões econômico-sociais serem ainda extremamente desiguais ao redor do mundo (onde  o processo de globalização às vezes representa uma soma de zeros) mais de 400 milhões de pessoas ultrapassaram a linha de pobreza desde a década de 1980, movimento de ascensão   jamais registrado na história da humanidade.  O crescimento da urbanização e da classe média   tem   criado gigantescos mercados de produtos e serviços de todos os tipos. Por outro lado, a integração global das economias e suas   teias de informação, e a globalização de   mercados de capitais, comércios, cadeias de suprimentos, serviços e plataformas tecnológicas transformaram a conexão (entre as empresas e indivíduos) ainda mais intensa.

Na maior economia do planeta, a competição tornou-se ainda mais acirrada devido à drástica redução de trabalhadores menos qualificados, ao aumento dos sistemas de automação e também à “ Morte das Distâncias” causada pela disseminação da tecnologia, colocando os trabalhadores do mundo todo diretamente no âmbito competitivo internacional. Além disso, o rápido crescimento de mercados emergentes também significou a necessidade de preparar os estudantes para desempenharem novas funções e habilidades, de forma a serem competitivos no mercado global. Estes mercados buscam trabalhadores fluentes em diversas línguas estrangeiras e que sejam conhecedores de culturas diversas e seus valores sociais, comerciais e éticos. As questões mais urgentes dos novos tempos desconhecem as fronteiras das nações e os desafios mais contundentes incluem a degradação ambiental, aquecimento global, terrorismo, proliferação de armas, pandemias e escassez de água e recursos naturais.

meioambiente

Como a linha entre o meio ambiente doméstico e o internacional continua turva, detecta-se a necessidade de melhor conhecimento de culturas emergentes

Sendo os Estados Unidos a maior potência mundial do Século XX no campo econômico e militar desde o Império Romano (Zakaria, 2008, p. 217), detecta-se a  necessidade  de melhor conhecimento de  culturas emergentes  e análise das transformações  políticas, econômicas, tecnológicas, culturais e sociais ao redor do mundo. Desta   forma, a Educação   tornou-se o elemento fundamental de interconectividade de culturas, línguas, padronização de tecnologias e compreensão de tradições, valores e atitudes das mais diversas culturas.

Vale ressaltar que os principais desafios das entidades de ensino superior incluem o processo de internacionalização dos programas, interdisciplinaridade dos currículos, acesso de alunos às entidades de ensino, promoção da igualdade de gêneros e reunião de esforços internacionais para o desenvolvimento de pesquisas de questões complexas de interesse das nações.


Ciente destas transformações de  caráter  global, a FECAP  inova através da criação do “International Office”  departamento  que deverá estimular o intercâmbio cultural e educacional entre os alunos da FECAP e da  comunidade acadêmica com  diversas nações tais como os Estados Unidos,  Reino Unido, Canadá , Europa, Nova Zelândia e Austrália. A FECAP deverá estreitar os laços educacionais  com diversas nações  buscando o intercâmbio acadêmico de curta e longa  duração  com entidades  de  ensino superior de real valor.

 

Com o  objetivo de promover  a exposição dos  alunos ao processo de  Internacionalização, a FECAP  promoverá programas de língua estrangeira  e programas de gestão de curta duração  nas férias acadêmicas  que constituem intercâmbios acadêmicos intensivos com as nossas instituições parceiras.

 

Os objetivos gerais  dos Programas Internacionais de Férias incluem o aprimoramento dos conhecimentos  de diversas línguas, ampliação do conhecimento de culturas  de diversos países  e  ainda o estreitamento das relações do mundo de negócios corporativos  bem como das culturas  gerenciais de  outros  continentes, estimulando as  habilidades de negociações e  aquisição  de novas habilidades administrativas para melhor adaptação  dos alunos aos  desafios  do mundo contemporâneo.